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Hérnia

Tratamento de hérnia

As opções não cirúrgicas para tratamento de hérnia podem englobar "vigilância ativa", talvez com o suporte físico de dispositivos como treliças, cintas ou ataduras. Isso é particularmente válido se a hérnia não estiver aumentando de tamanho nem causando dor ou desconforto.12 

Cirurgia é a única maneira de reparar uma hérnia, pela restauração da anatomia, geralmente necessária nas hérnias em mulheres e nas que causarem sintomas nos homens. De fato, mais de um milhão de cirurgias de reparo de hérnias são realizadas todos os anos nos Estados Unidos.13 

Reparo de hérnias em adultos

Existem diversas opções cirúrgicas a serem consideradas pelo profissional de saúde para pacientes com hérnia:

  • Reparo aberto

    A cirurgia aberta tradicional pode ser realizada em determinados casos, como aqueles em que uma cirurgia anterior (cesariana, histerectomia ou hérnia anterior na mesma região) tiver originado tecido cicatricial e fibrose, impossibilitando a visualização e a execução com técnicas minimamente invasivas (descritas a seguir). O cirurgião pode precisar fazer uma grande incisão para a melhor identificação da anatomia e para controlar quaisquer complicações inesperadas. Para hérnias complicadas, como as que envolvem estrangulamento ou obstrução, pode ser necessária cirurgia aberta de emergência.
  • Técnicas cirúrgicas minimamente invasivas

    Estão ganhando popularidade devido às vantagens sobre a cirurgia aberta, como menos complicações, menos dor e cicatrização e tempo de recuperação pós-operatório mais curto. Por exemplo, o reparo laparoscópico pode necessitar apenas de pequenas incisões na parede abdominal para criar espaço para o reparo cirúrgico usando equipamento minimamente invasivo.14  A cirurgia laparoscópica de incisão única (SILS™) é outra forma de cirurgia laparoscópica para hérnia, realizada pelo umbigo. Ela é menos invasiva do que o reparo laparoscópico tradicional e pode resultar na minimização do risco de complicações.15 
  • Reparo robótico de hérnia

    Amplamente considerada uma opção cirúrgica segura e eficaz. Um robô especializado permite a visualização 3D do campo cirúrgico e o controle preciso das ferramentas cirúrgicas.

Os cirurgiões também podem optar pelo uso de uma tela cirúrgica para reforçar o reparo da hérnia e reduzir o índice de ocorrência. A tela cirúrgica também pode proporcionar benefícios adicionais, como um melhor resultado para o paciente pela redução do tempo da cirurgia e do período de recuperação.16 

Para obter informações mais detalhadas, acesse nosso site para pacientes: www.herniainfo.com


Referências

  1. Beadles CA, Meagher AD, Charles AG. Trends in Emergent Hernia Repair in the United States. JAMA Surg.2015;150(3):194-200.
  2. Chan Y, Durbin-Johnson B, Kurzrock EA. Pediatric inguinal and scrotal surgery – Practice patterns in in U.S. academic centers.J Pediatr Surg. 2016 Nov;51(11):1786-1790.
  3. Kahrilas PJ, Kim HC, Pandolfino JC. Approaches to the diagnosis and grading of hiatal hernia.Best Practice & Research Clinical Gastroenterology. Volume 22, Issue 4, August 2008, pp 601–616.
  4. Lomanto D,  Shabbir IA, Cheah WK. Laparoscopic versus open ventral hernia mesh repair: a prospective study. Surgical Endoscopy and Other Interventional Techniques. July 2006, Volume 20, Issue 7, pp 1030–1035.
  5. Pediatric Umbilical Hernia Repair.  American College of Surgeons Division of Education. Reviewed April 2013.
  6. Mudge M, Hughes LE. Incisional hernia: A 10 year prospective study of incidence and attitudes. British Journal of Surgery.  January 1985, Volume 72, Issue 1.
  7. Inguinal hernia repair: MedlinePlus Medical Encyclopedia. (n.d.). Retrieved November 09, 2016, from https://medlineplus.gov/ency/article/007406.htm
  8. Kovachev, L.S. (2014) The Femoral Hernia: Some Necessary Additions. International Journal of Clinical Medicine, 5, 752-765.
  9. Pluta RM, Burke AE, Golub RM. Abdominal Hernia. JAMA. 2011;305(20):2130.
  10. Jones D. Anatomy and pathophysiology of hernias. In: Fischer J, ed. Hernia: Master of techniques in surgery. Philadelphia, PA: Lippincott Williams & Wilkins; 2013:1-6.
  11. Incarcerated and Strangulated Hernias in Children. A Statistical Study of High-Risk Factors Arch Surg. 1970;101(2):136-139.
  12. Fitzgibbons Jr RB, Ramanan B, Arya S. Long-term results of a randomized controlled trial of a non-operative strategy (watchful waiting) for men with minimally symptomatic inguinal hernias. Annals of Surgery. Volume 258(3), September 2013, pp 508–515.
  13. de Sá Ribeiro, F.A., de Araujo Fernandes, B. and de Araujo Simões Corrêa, J.P. (2014) Inguinal Hernia Repair with Local Anesthesia in the Outpatient—10 Year Experience. International Journal of Clinical Medicine, 5, 644-649.
  14. Nawaz T, Ayub MW, Murad F, Ali Q, Khan A, Anwar I. Comparison of laparoscopic total extra peritoneal (TEP) techniques versus transabdominal preperitoneal (TAPP) technique for inguinal hernia repair 2005, Issue 1. Journal of Rawalpindi Medical College (JRMC); 2015;19(3):220-222.
  15. Tran H. Safety and efficacy of single incision laparoscopic surgery for total extraperitoneal inguinal hernia repair.  Journal of the Society of Laparoendoscopic Surgeons. 2011;15(1), pp 47-52.
  16. Arcerito M, Changchien E, Bernal O,Konkoly-Thege A, Moon J. Robotic inguinal hernia repair: technique and early experience. Am Surg. 2016 Oct;82(10), pp 1014-1017.